sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Alimente o seu cérebro

No cérebro situam-se as engrenagens responsáveis pelo mecanismo que regula o humor e a sensação de bem-estar. No comando desses estímulos, quando substâncias neurotransmissoras – serotonina, endorfina, adrenalina e dopamina – encarregam-se de fazer a ligação entre os neurónios e os impulsos nervosos que ditam o estado de ânimo.
Esse trabalho, porém, não é feito ao acaso nem de forma desordenada. O combustível capaz de desencadear essas sensações é nada mais, nada menos, que os alimentos. Esses agem na química dos neurotransmissores e ajudam a modificar o estado de espírito.


Reações Químicas


Todas as emoções são resultado de reações químicas, realizadas pelos neurotransmissores. Só se é capaz de sentir determinada sensação quando a estrutura química do cérebro está predisposta, e quem garante essa química são os alimentos. Por isso, uma pessoa mal nutrida pode tornar-se apática, não reagindo a notícias boas ou más, ou ficando mal humorada e irritada quando sente fome.


Sentimentos

A endorfina garante prazer, a serotonina produz uma sensação de calma e felicidade, a dopamina boa disposição e energia, e a adrenalina deixa a pessoa em estado de alerta, tensa. O organismo humano saudável produz estas substâncias e liberta-as de acordo com as situações e necessidades. A alimentação pode dar uma mãozinha para aumentar ou diminuir a produção dessas substâncias, de acordo com a sensações e efeitos que geram. Da mesma maneira que os alimentos influenciam as moções, também actuam melhorando o funcionamento geral e desempenho do cérebro.
Eis alguns exemplos.

Chocolate

Quem sente calma e prazer ao devorar uma barra de chocolate não está maluco. Este alimento contém um aminoácido específico, o triptofano, que ajuda à produção de serotonina. Os doces em geral têm essa propriedade. O efeito do chocolate é ainda mais forte nas mulheres, devido a algumas alterações hormonais.

Bananas
Para não ir com tudo em cima da caixa de bombons quando se está em baixo e com uma certa depressão, há uma alternativa mais saudável e menos calórica: a banana, que tem esse mesmo efeito no organismo. O oposto ocorre durante dietas muito rigorosas, em que há uma queda muito grande na ingestão de açucares.

Carnes Vermelhas



Já as carnes vermelhas vão ajudar na síntese da adrenalina e da dopamina. O perfil do carnívoro é alguém de temperamento explosivo, sempre pronto para o ataque. Pode até aumentar a agressividade, pois além de estimular a produção de adrenalina, esse alimento fornece tal substância, pois o boi, ao morrer, liberta no sangue altas doses do neurotransmissor. A carne vermelha também vai melhorar o raciocínio e dar maior clareza de pensamentos. Este alimento possui um aminoácido chamado carnitina, que estimula os axónios – prolongamento dos neurónios através dos quais se comunicam – e deixam o raciocínio mais rápido. Além de ser uma rica fonte de ferro, aumenta a capacidade de concentração.


Cafeína


As cafeínas em geral, principalmente o café e o guaraná em pó, também ajudam a manter o estado de alerta, mas causam piques de humor. O efeito estimulante de um cafezinho dura cerca de sete horas no organismo. Para a mesma função também pode usar-se a canela e o gengibre. Estes dois alimentos aumentam o calor interno do corpo, aumentando a energia. Dão mais disposição e motivação, por exemplo, para realizar actividades físicas. O maracujá e a camomila, em forma de chá, actuam como calmantes.


Amargo-doce


Para acalmar, uma combinação específica de alimentos pode ser eficiente. Num dia stressante, experimente comer no almoço verduras amargas combinadas com alimentos de sabor doce, como beterraba ou abóbora. Segundo a medicina chinesa, a combinação entre os sabores doce e amargo acalmam e tranquilizam de forma subtil, sem causar apatia.




C@rlos@lmeida


Fonte: Revista TVMais nº 412 de 18/12/2000


(Fotos da Net)